“Porque o Senhor corrige a quem ama e açoita a todo filho a quem recebe. É para disciplina que perseverais (Deus vos trata como filhos); pois que filho há que o pai não corrige? Mas, se estais sem correção, de que todos têm tornado participantes, logo, sois bastardos e não filhos” (Hebreus 12:6-8).
Este trecho de Hebreus faz uma analogia entre a relação de Deus como Pai conosco, Seus filhos, e as relações naturais entre pais e filhos no âmbito familiar, fundamentando-se em um princípio bíblico. Assim como os pais têm a responsabilidade de disciplinar seus filhos para o seu bem, inclusive utilizando a expressão “castigar” ou “corrigir”, o texto destaca que a disciplina, embora dolorosa no momento, é benéfica a longo prazo.
Da mesma forma, Deus nos trata. Muitas vezes Ele permite situações em nossas vidas que refletem essa correção e ensino, proporcionando oportunidades de crescimento para que não repitamos os mesmos erros e possamos amadurecer.
Ao rejeitar qualquer tipo de correção ou repreensão em nossa relação com Deus e com a igreja, estamos, na verdade, rejeitando nossa filiação divina. Pretender uma relação com Deus isenta de disciplina, onde apenas buscamos bênçãos sem aceitação da correção, é equivalente a declarar-nos filhos ilegítimos. A disciplina é um aspecto essencial da nossa formação espiritual e amadurecimento, e rejeitá-la é negar a profundidade de nossa relação com Deus.
Além disso, em 2 Timóteo 3:16-17, lemos: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra”. Este versículo reforça que a disciplina e a correção são partes integrais do processo de crescimento espiritual. A Escritura, sendo inspirada por Deus, serve como ferramenta para nos ensinar, repreender, corrigir e instruir na justiça, preparando-nos plenamente para toda boa obra.
A correção de Deus prova o seu amor
A correção divina não é um sinal de rejeição, mas de amor e aceitação. Assim como os pais terrenos disciplinam seus filhos para guiá-los e moldá-los em indivíduos responsáveis e maduros, Deus, nosso Pai celestial, nos corrige para nosso próprio bem, para que possamos crescer e amadurecer espiritualmente. Reconhecer e aceitar essa correção é essencial para nossa formação como filhos legítimos de Deus, aptos para cumprir Suas boas obras.
Portanto, é importante compreender que a disciplina faz parte do processo de transformação à imagem de Cristo. A rejeição da disciplina é, na verdade, uma rejeição de nossa verdadeira identidade como filhos de Deus (Hebreus 12:8). Aceitar a correção é um passo necessário para nosso desenvolvimento espiritual e alinhamento com a vontade de Deus.