Êxodo 13:7 – Qual significado dos pães sem fermento?

A questão dos pães sem fermento (pães asmos) é mais um dos simbolismos que estão por detrás da saída do povo de Israel do Egito. Após a noite de Páscoa, há um período de sete dias em que se deve evitar o fermento em casa. Esses sete dias coincidem com o êxodo do Egito e, posteriormente, se tornaram parte de uma festividade anual.

A festividade da Páscoa é seguida pela Festa dos Pães Asmos, que dura sete dias após a Páscoa. Na cultura judaica, o fermento simboliza a pecaminosidade e a maldade. Durante esses dias, as pessoas deviam vasculhar suas casas para remover qualquer traço de fermento, consumir pães sem fermento, e só depois desse período renovar o uso do fermento.

É importante notar que não se tratava de fermento químico, mas de fermento biológico, conhecido como levedura. A levedura é um fungo que se instala na massa como um corpo estranho, multiplicando-se e reagindo com a massa, fazendo-a crescer e inflar. Nesse contexto, o fermento simboliza a maldade e a pecaminosidade, enquanto os pães asmos refletem sinceridade e pureza.

Além do simbolismo espiritual, há também o aspecto prático da pressa para sair do Egito. As leveduras demoravam muitas horas para reagir à massa, e como os israelitas não sabiam o momento exato da libertação divina, precisavam estar prontos para partir rapidamente. Eles tinham que levar suas amassadeiras com a massa ainda não fermentada, denotando essa pressa.

Assim, ao celebrar a Festa dos Pães Asmos, a cultura judaica relembra a pressa de sair do Egito com os pães amassados, mas não fermentados, e a necessidade de pureza simbolizada pela ausência do fermento. Essa prática rememora não apenas a pressa, mas também a busca por uma vida livre de contaminações espirituais, representada pela remoção do fermento.

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